#027 - Sobre a Blackwood

10:45


Blackwood significa árvore negra, que está apodrecendo.
Mas ao mesmo tempo em que ela pode morrer, pode também se curar e ficar saudável. E eu assimilo a árvore a vida, principalmente a árvore negra.



















Blackwood é uma banda do cenário Underground da música no ABC. Foi criada em Agosto de 2017, tendo em sua formação 04 integrantes: Arthur Leal na guitarra, Leonardo Silva no Baixo, Victoria Bauerle na Bateria, e Marco Renner como vocalista.

As ideias iniciais de se criar um conjunto e entrar na cena Andreense partiram de 03 amigos em meados de 2012. O grupo de colegas estudavam junto e nos finais de semana se reuniam e foi após um desses encontros em um jogo de música, que tiveram a ideia de ter uma banda.

Marco e Arthur aprenderam a tocar instrumentos, e formaram sua primeira banda junto ao baixista Daniel Andreotti, em 2013. O grupo se chamava Damn, e ensaiava apenas em garagens. Após algum tempo juntos, Otávio Crippa e Giovanna Bertuci ingressaram na banda formando o quinteto que se assimilava a um gênero grunge misturado com Hard Rock.
O grupo chegou a tocar em vários festivais e compôs 02 músicas denominadas “Happy Child” e “Where Were You”.

No final de 2016, Daniel se retira da banda por questões acadêmicas, deixando espaço para um baixista, vaga ocupada por Leonardo Silva, que já havia trabalhado em outros projetos com Arthur Leal.
Divergências de gêneros e personalidades colocaram fim à banda, com a saída de Giovanna e Otávio, o trio buscou um baterista para ingressar e Marco voltou a assumir guitarras rítmicas.

Em agosto de 2017, Victoria Bauerle é chamada pelo trio para ingressar e, após alguns ensaios juntos, se firma na banda assumindo a bateria, firmando-se essa nova formação.

Nomeada Blackwood, a banda começou suas atividades e em 03 meses foram criadas 04 músicas; “Stonehearted”, “Raw”, “Came Back Home”, e “Unsolved “ (junto ao riff criado por Eduardo Guirelli).


Conversamos um pouco com os integrantes da banda para conhecer um pouco mais por trás da história, planos e próximos shows.

O que a banda representa para todos vocês?
Arthur/Marco: . A banda representa para a gente, nossa voz. É o jeito de colocar para fora tudo que sentimos, seja bom ou ruim. Cada música tem um significado muito forte para nós. Seja nas letras ou instrumental. E cantar sobre musicas que tem impacto em nossas vidas era horrível, nos deixava mal, porém colocando isso para fora repetidamente, deixa mais aceitável, e talvez no futuro isso se cure por completo.

Quais são as expectativas com a banda?
Todos: Não é fama, nem dinheiro.
Mas queremos que as pessoas ouçam as nossas músicas e se identifiquem, para saberem que não estão sozinhas.
E junto conosco, se libertem de algo que as incomoda também. 

Quais são os projetos futuros a curto prazo?
Arthur/Leo/Victoria: O lançamento da EP é o começo de tudo, iremos expor tudo que fizemos até hoje, queremos que agrade as pessoas e que elas percebam que somos uma banda nova, totalmente nova e mesmo que com referências de outras bandas e músicos, é difícil definir o que somos (o que na nossa opinião é atraente).

E a longo prazo?
Marco: Acreditar em conquistar grandes palcos, não só no Brasil, mas mundialmente é algo quase utópico. Uma vez que o cenário brasileiro não favorece o rock, ainda mais o cenário Underground.
Mas acreditamos e trabalhamos para alcançar tal objetivo. Tentamos ser realistas e ter o pé no chão em todas as etapas e situações pela qual passamos.
"O sonho é o combustível da ação."

Quais são as expectativas para os próximos shows?
Arthur: Temos várias oportunidades que surgiram nos últimos dias, e convites para festivais. A etapa atual é ensaiar e continuar compondo, aumentando assim nosso setlist e integração musical dos integrantes. Andamos treinando backing vocals jams para que nossa performance em palco seja superior. Sempre tocar como se fosse o maior show de nossas vidas.

(Victoria Bauerle)

  (Marco Renner)

(Arthur Leal)

(Leonardo Silva)

viagens

#026 - Sobre Vôos Low Cost

13:26


Quando decidimos fazer o mochilão, começamos a pesquisar como iríamos de um país para outro dentro da Europa. Nossa intenção sempre foi ser uma viagem de baixo custo, até porque era o que conseguíamos bancar, então visávamos a opção mais barata e prática (era o que tínhamos em mente antes de viajarmos). Conversando com algumas pessoas e dando uma olhada em blogs de viagem, fomos pesquisar os preços dos chamados vôos low cost, que nada mais são o que o nome mesmo diz: vôos de baixo custo, onde você encontra trechos por vinte euros, por exemplo. Existem inúmeras companhias aéreas europeias com esse propósito, onde você paga um trecho super baratinho, tendo somente restrição quanto a sua bagagem (explicamos tudo mais abaixo). Dentre as mais conhecidas, estão a Ryanair e a easyJet.
Antes de comprarmos, procuramos pesquisar bastante e a fundo sobre como esses vôos funcionavam, mas a maioria das críticas que encontrávamos eram ruins ou não explicavam muito bem como funcionava esse tipo de voo. Fomos com fé, tendo como referência a experiência de amigos, e a cada voo low cost que pegávamos, fomos tendo sempre surpresas boas e ruins. Para isso, vamos detalhar nesse post como foram nossas próprias vivências e tentar explicar tudo o que você precisa saber caso esteja planejando comprar esse tipo de passagem aérea.

COMO COMPRAR A PASSAGEM AÉREA?
Assim como já explicamos no primeiro post sobre o nosso mochilão, pelo Kayak você consegue ter uma boa noção dos preços das passagens, pois ele busca também por essas companhias. Além do Kayak, você pode dar uma olhada também no Skyscanner, que tem o mesmo propósito. Esse segundo estamos usando para planejar o próximo mochilão e também estamos gostando bastante. Vale a pena aqui entrar direto no site das companhias e pesquisar quais atendem o país ou países que você tem interesse. Por serem de baixo custo, elas não cobrem todo o território europeu.

CHECK IN 
Conforme citamos, cada companhia aérea trabalha de uma maneira. Teve uma companhia que nos permitiu fazer o check-in online um mês antes da viagem. Já as outras funcionavam conforme o padrão, com o prazo de 24 horas antes do voo. É importante prestar atenção nisso logo após a reserva da passagem.

BAGAGEM
Os vôos low cost são conhecidos por suas polêmicas envolvendo o tamanho da bagagem. Explicando melhor, a política desses vôos sugere que você tem direito a somente uma mala para levar no voo, com limite de tamanho e de peso, para que ela caiba no compartimento superior de dentro do avião. O peso varia entre 10 a 15 Kg na maioria, e o tamanho fica em torno de 55cm x 40cm x 20cm, contando com as rodinhas. Algumas companhias avisam que você pode levar essa bagagem, que seria a mala de mão, mais uma bolsa pessoal. E a regra é que, caso você exceda o tamanho, peso e/ou quantidade, você precisa pagar para despachar sua mala, e os preços podem chegar até 60, 70 euros. A Ryanair, por exemplo, deixa uma estrutura de ferro perto do balcão de check-in e do portão de embarque com o tamanho exato que sua mala precisa ter. Se não couber, vai precisar pagar. Porém, essa questão da bagagem é muito particular, variando por aeroporto e por companhia aérea.

O primeiro voo que pegamos foi pela Norwegian e estávamos um pouco receosas pelo tamanho da nossa bagagem. Nossa mala de mão estava dentro do tamanho pedido e também dentro do peso, mas nós estávamos levando mochilas bem cheias, contando como nossa "bolsa pessoal", e uma parte de nós estava contando que precisaríamos pagar essa taxa extra de quantidade de bagagem. Como comentamos, varia por aeroporto principalmente pelo fato de cada um funcionar de uma forma em relação a organização do check-in.
Estávamos no Berlim-Schönefeld para embarcar para Londres, e lá existe o check-in padrão de um voo internacional: mesmo que você já tenha feito o check-in online, você passa no guichê para retirar seu cartão de embarque e despachar a sua mala. Ainda na fila, víamos algumas pessoas com bagagens grandes e despachando-as sem pagar absolutamente nada. Quando chegou na nossa vez, a moça nos explicou que o despache da mala estava totalmente incluso na passagem, e que a própria companhia preferia despachar para o compartimento superior não ficar lotado. Respiramos aliviadas depois de prender a respiração por alguns instantes, que pareceram horas!

Mesmo assim, não ficamos tão tranquilas em relação a nossa quantidade de bagagem, pois o próximo voo que pegaríamos sairia de Stansted em Londres e iria para o aeroporto da Cracóvia, o John Paul II, operado pela Ryanair, a famosa companhia da temida estrutura de ferro, a qual nossa mala não cabia. Nós também já havíamos feito o check-in online e até agora não entendemos direito o que aconteceu dentro do aeroporto. Nossa primeira opção ao chegar foi procurar o guichê do check-in, onde a atendente não nos deu cartão de embarque e nos pediu para embarcamos. Quando estávamos indo para o portão (tentando achar, na verdade, porque tá pra existir aeroporto mais confuso que esse), vimos um espaço reservado para a Ryanair onde o check-in das malas estava sendo feito. Pensamos que precisávamos fazer o mesmo, mas fomos descobrir que na nossa passagem não precisaríamos despachar nossas malas (e nem pagar excesso de bagagem), pois o que carregávamos conosco estava dentro dos padrões. Nesse voo, embarcamos com nossa mala de mão junto conosco na cabine, guardando-a no compartimento superior (que era gigantesco, por sinal). Mais uma vez, tirando a falta de sinalização no aeroporto, voamos sem problema com a quantidade.

Já na Cracóvia, não tinha como ser mais simples. A experiência também era nova e estávamos prestes a embarcar para o Charles de Gaule, em Paris, pela easyJet, a mais popular das companhias. Como o aeroporto é pequeno, não tivemos nenhum problema com identificação. Não seria necessário também cartão de embarque e após passar pela segurança, era só esperar o horário para entrar no avião. Na fila para embarcar, uma das funcionárias da easyJet passava na fila conferindo a quantidade de bagagem de cada um, dando uma tag para as pessoas que estavam com mala de mão (como a gente) para despachar a mala gratuitamente, novamente para liberar espaço dentro do avião. Sem mais complicações, embarcamos com tranquilidade.

No último voo que pegaríamos, de Paris-Orly de volta a Berlim-Schönefeld, e também operado pela easyJet, estávamos um pouco mais tranquilas, mas ainda apreensivas quando começamos a comparar a quantidade de bagagem das pessoas e a nossa. Agora, no final da viagem, nossas mochilas estavam super lotadas. Continuamos seguindo de acordo com nossa experiência no aeroporto da Cracóvia e, já na fila para embarcar, uma das funcionárias da easyJet, falando em francês, deixou a entender que poderíamos entrar somente com uma mala. Ou seja, precisaríamos colocar tudo o que tínhamos dentro da nossa mochila dentro da mala de mão, o que era impossível. Como não falamos francês, ao perguntar em inglês se era exatamente isso, recebemos uma resposta torta, dizendo que se não tivéssemos somente uma mala, iríamos precisar pagar 60 euros pelo excesso de bagagem, ou não embarcávamos.
Tudo isso só foi possível entender depois de muito perguntar e de se esforçar para tentar compreender o que os funcionários diziam, pois eles não estavam com muita vontade de tentar ajudar. Tentamos dar o nosso jeitinho brasileiro e embarcar com nossa bagagem do jeito que estávamos, mas fomos paradas antes de entrar no avião.
Nossas opções eram bem simples: ou colocávamos tudo dentro de uma só mala, ou pagávamos 60 euros, ou não embarcávamos. E naquele momento, tudo o que a gente mais queria era voltar para Berlim. A Dri conseguiu colocar tudo dentro da sua mala de mão, que possuía extensor, mas agora a justificativa deles era de que a mala estava muito grande. Com descaso, eles a encaminharam para a mesma estrutura de metal e apontaram, pedindo para ela colocar a mala lá dentro. Dizendo que obviamente não cabia, a funcionária respondeu "então será preciso pagar", sem cerimônias. Eu, Isa, já tinha desistido, pois a estrutura da minha mala era dura e não cabia mais nada dentro, e havia informado que pagaria a taxa extra. Foi então que eles passaram a nos tratar com educação. Aproveitando a atenção que recebi assim que mostrei meu cartão de crédito, perguntei se havia alguma diferença entre as passagens, porque havia vindo da Cracóvia para Paris com a mesma companhia, sem nenhum problema com a mala. Em um perfeito inglês, ela desconversou, dizendo que não sabia de nada, que era para ser tudo igual. Depois de todo esse nervoso, voltamos pra nossa cidade preferida.

Contamos o relato de cada caso para vocês perceberem que não existe muitas regras quanto a quantidade de bagagem. O que aprendemos de tudo isso foi que menos é definitivamente mais, e para se garantir, viaje com o mínimo de bagagem possível, principalmente pelo fato do valor a ser pago por excesso ser bem caro. Pesquise bastante antes de comprar a passagem. E quanto a estrutura dos aviões, os da Norwegian e da Ryanair são incríveis. Os da easyJet que pegamos eram bem mais velhos e mais desconfortáveis.

Caso tenha alguma dúvida sobre esse tipo de voo e queira conversar com a gente, entre em contato no nosso e-mail que vamos ajudar como pudermos.

viagens

#025 - Onde Comprar Passagens aéreas mais baratas?

15:41


A primeira etapa de uma viagem é a escolha do destino. Ou destinos, no plural, para aqueles que gostam de se aventurar um pouco mais. A segunda etapa, e talvez a mais importante, porque é ela que vai te levar até o país de destino, é a compra da passagem aérea. Ou talvez a pergunta certa seja: Onde comprar passagens aéreas mais baratas? Viajar de avião, ainda mais se for uma viagem longa, não é uma das coisas mais confortáveis que existem, e pode ser bem cansativo. A escolha da companhia aérea certa vai além do preço. Quando achar alguma promoção, um preço bem bacana de determina companhia, vale dar um Google e ler um pouco sobre a opinião das outras pessoas. Mas não fique somente com a primeira opinião que encontrar, viu? Geralmente as pessoas tendem a comentar mais sobre os pontos negativos e pesam um pouco na hora de fazer resenha. Por isso, vá fundo. Pesquise bem, veja o que falam sobre conforto e extravio de mala. Afinal, você está de férias, e a última coisa que quer é preocupação, certo?


O modo mais fácil de achar passagens aéreas mais baratas é por meio dos sites de busca de passagens, como o Decolar ou o Kayak. O Decolar é o mais famoso e, assim como ele, você tem o Viaja Net e o Submarino Viagens, que te permitem achar o trecho mais barato e efetuar a compra por eles. Caso você prefira algo mais cômodo, aconselhemos o Decolar, Viaja Net ou o Submarino Viagens, que são sites onde você efetua a compra da passagem diretamente com eles, contando com as taxas. O parcelamento depende muito da companhia aérea escolhida. Algumas vão te permitir parcelar em até 10x sem juros, onde o único problema talvez seria o valor da primeira parcela, que sempre é maior do que as demais. Porém, é o tipo de compra fácil, rápida e segura.

Agora, se você quer economizar o máximo possível, nós recomendamos que você faça diferente e procure passagens pelo Kayak. É um site como o Decolar, porém ele te dá o preço diretamente do site da companhia aérea, sem as taxas que geralmente os outros sites têm. Mesmo que às vezes a diferença seja mínima, muitas vezes comprando pelo site da companhia você tem a possibilidade de parcelar em mais vezes, em parcelar iguais, se livrar de juros e ainda pode achar trechos por cem, duzentos reais mais baratos, e uma diferença ainda maior se adiar a volta por dois dias, por exemplo. A dica que damos na hora de comprar a passagem é ser flexível. Muitas vezes nós estamos contando com uma viagem de 10 dias, com a volta programada para chegar aqui em um Domingo, por exemplo. Mas as passagens no final de semana geralmente são mais caras. Então vale a pena você voltar em uma terça-feira, por exemplo, e ganhar mais alguns dias em um país e economizar uma quantia considerável.

Preste atenção nas conexões. Para baratear as passagens, algumas companhias europeias fazem conexão na sua cidade "de origem" e algumas dessas conexões podem ser bem extensas, como de 12 a 17 horas. Antes de finalizar a compra, veja se esse tempo se enquadra na sua programação. Também vale a pena pesquisar sobre a cidade da conexão e ver se o aeroporto fica perto do centro da cidade e de fácil acesso com transporte público (fora do Brasil, a maioria são), assim você pode aproveitar aquelas horas de conexão para conhecer uma cidade que nem estava no seu planejamento e se surpreender positivamente com o lugar. 


Passagens compradas, agora é só esperar pelo dia do check-in. Em viagens internacionais, é possível realizá-lo a partir de 24 horas antes do horário do vôo. A maioria das companhias internacionais não deixam você escolher o assento e você fica sabendo qual é o seu lugar na hora do check-in. Uma dica: os assentos são distribuídos conforme o horário do check-in. Ou seja, quanto antes você fizer, mais chances de sentar nas poltronas das janelas, por exemplo. Talvez seja oferecido para você a possibilidade de escolher o seu próprio lugar na hora do check-in, mediante a cobrança de uma tarifa. 

Dica: Veja se a companhia aérea tem aplicativo antes de ir viajar, pois isso ajuda muito na hora de fazer o check-in na hora de voltar pra casa. É sempre bom lembrar que férias são feitas para descansar, então quanto mais prevenido e prátco você for, mais vai conseguir aproveitar da viagem!

resenhas

#024

15:38


Por Lugares Incríveis conta a história de uma garota que descobriu como viver a vida com um garoto que queria morrer. Essa é a frase que aparece na capa da versão em inglês do livro, All The Bright Places, e foi o suficiente para me fazer querer comprá-lo. É uma história que trata da depressão de forma aberta, que só quem já teve ou já conviveu diretamente com uma pessoa depressiva consegue reconhecer e se identificar. 


Precisamos falar sobre a saúde mental. Precisamos de mais livros como este, que mostram a realidade da mente de uma pessoa com algum tipo de transtorno. Precisamos de pessoas que, como a Jennifer Niven, a autora deste livro, usem sua voz para falar da importância que é cuidar da sua mente, tanto quanto da saúde do seu corpo. A saúde mental precisa deixar de ser um tabu e a depressão precisa ser vista sim como uma “doença dos tempos modernos”, porque nós precisamos aprender a lidar com isso. Precisamos deixar que a depressão seja sentida, e precisamos dar todo o apoio que conseguirmos caso alguém que a gente conheça comece a apresentar os sintomas. Usando uma frase clichê, que vem circulando muito pela internet, “nós não sabemos a batalha interna que cada um está lutando”. Precisamos falar da saúde mental para aprendermos a ser gentis, a ter empatia. 



Nós temos nossos próprios monstros dentro da gente, e cabe a nós, somente nós, a ter coragem de encará-los de frente, de libertá-los, de deixá-los a solta e, com isso, poder conhecer melhor a nós mesmos. Na história do livro, Finch encontra Violet no topo da torre do relógio da escola. Ele, contando os dias que está “acordado”, que são os dias em que ele não está em um surto depressivo e vivendo a vida da forma que ele consegue. Ela, pensando se pula ou não da torre, contando os dias para que as aulas terminem e ela se veja livre de tudo aquilo, daquela vida, lutando todos os dias com a morte repentina de sua irmã. Os dois estão lutando uma batalha de sentimentos dentro de suas cabeças, e acabam sendo o alicerce um do outro. A narração é revezada com o ponto de vista dos dois personagens, onde podemos conhecer os dois lados.



É uma história de amor, de adolescentes, de ciclos que existem na nossa vida e que somos obrigados a enfrentar o seu fim. É sobre estar vivo, mas também é um livro que fala sobre querer morrer de forma bem aberta. Sobre essa cócega que alguns sentem dentro da mente e do coração, que dificilmente conseguem chegar a uma conclusão de se vale mais à pena ficar, ou ir.



As fotos que ilustram esse post são de um ensaio que fizemos no Parque do Ibirapuera em São Paulo inspirado pela história do livro. Por Lugares Incríveis acabou salvando nossas vidas de diferentes formas, e esse ensaio acabou sendo uma forma de agradecer a autora por contar essa história e de também colocar pra fora o que sentimos em cada parte do livro. 

"De acordo com minha experiência, as pessoas são muito mais compreensivas se conseguem ver a sua doença. [...] Desliguei de novo. Apaguei."


"O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa para trás."

"Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nós mesmos de ir embora."


"Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só o meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça."
“Uma corrente de pensamentos passa pela minha cabeça como uma canção grudenta, de novo e de novo sempre na mesma ordem: Sou defeituoso. Sou uma fraude. Sou impossível de amar.”


 "Você foi, sob todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser... Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você."

sobre londres

#023

14:31


Eu penso muito sobre o futuro. Não somente o meu, mas o futuro do mundo também. Andando em uma rua perto de Brick Lane, eu comecei a reclamar sobre uma coisa que queria que fosse diferente. E sobre porque outras coisas não acontecem um pouco mais rápido. Com essa necessidade de sempre querer planejar tudo, não saber o que está prestes a acontecer é como o fim do mundo pra mim, uma morte lenta.
Mas de novo, tem esse momento onde eu paro de fazer tudo o que estou fazendo para tirar uma foto de algum lugar ou apenas olhar, esperando quem vai passar por ali, se vai chover, se o céu vai mudar de cor. E de repente, o sentimento de não ter ideia do que vai acontecer, é mais incrível e esquisito sentimento de todos, como o fim do mundo deve ser.


(A série "Sobre Londres" faz parte dos textos que escrevi enquanto estava morando na cidade. Para ler todos, clique aqui.)

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