#026 - Sobre Vôos Low Cost

13:26


Quando decidimos fazer o mochilão, começamos a pesquisar como iríamos de um país para outro dentro da Europa. Nossa intenção sempre foi ser uma viagem de baixo custo, até porque era o que conseguíamos bancar, então visávamos a opção mais barata e prática (era o que tínhamos em mente antes de viajarmos). Conversando com algumas pessoas e dando uma olhada em blogs de viagem, fomos pesquisar os preços dos chamados vôos low cost, que nada mais são o que o nome mesmo diz: vôos de baixo custo, onde você encontra trechos por vinte euros, por exemplo. Existem inúmeras companhias aéreas europeias com esse propósito, onde você paga um trecho super baratinho, tendo somente restrição quanto a sua bagagem (explicamos tudo mais abaixo). Dentre as mais conhecidas, estão a Ryanair e a easyJet.
Antes de comprarmos, procuramos pesquisar bastante e a fundo sobre como esses vôos funcionavam, mas a maioria das críticas que encontrávamos eram ruins ou não explicavam muito bem como funcionava esse tipo de voo. Fomos com fé, tendo como referência a experiência de amigos, e a cada voo low cost que pegávamos, fomos tendo sempre surpresas boas e ruins. Para isso, vamos detalhar nesse post como foram nossas próprias vivências e tentar explicar tudo o que você precisa saber caso esteja planejando comprar esse tipo de passagem aérea.

COMO COMPRAR A PASSAGEM AÉREA?
Assim como já explicamos no primeiro post sobre o nosso mochilão, pelo Kayak você consegue ter uma boa noção dos preços das passagens, pois ele busca também por essas companhias. Além do Kayak, você pode dar uma olhada também no Skyscanner, que tem o mesmo propósito. Esse segundo estamos usando para planejar o próximo mochilão e também estamos gostando bastante. Vale a pena aqui entrar direto no site das companhias e pesquisar quais atendem o país ou países que você tem interesse. Por serem de baixo custo, elas não cobrem todo o território europeu.

CHECK IN 
Conforme citamos, cada companhia aérea trabalha de uma maneira. Teve uma companhia que nos permitiu fazer o check-in online um mês antes da viagem. Já as outras funcionavam conforme o padrão, com o prazo de 24 horas antes do voo. É importante prestar atenção nisso logo após a reserva da passagem.

BAGAGEM
Os vôos low cost são conhecidos por suas polêmicas envolvendo o tamanho da bagagem. Explicando melhor, a política desses vôos sugere que você tem direito a somente uma mala para levar no voo, com limite de tamanho e de peso, para que ela caiba no compartimento superior de dentro do avião. O peso varia entre 10 a 15 Kg na maioria, e o tamanho fica em torno de 55cm x 40cm x 20cm, contando com as rodinhas. Algumas companhias avisam que você pode levar essa bagagem, que seria a mala de mão, mais uma bolsa pessoal. E a regra é que, caso você exceda o tamanho, peso e/ou quantidade, você precisa pagar para despachar sua mala, e os preços podem chegar até 60, 70 euros. A Ryanair, por exemplo, deixa uma estrutura de ferro perto do balcão de check-in e do portão de embarque com o tamanho exato que sua mala precisa ter. Se não couber, vai precisar pagar. Porém, essa questão da bagagem é muito particular, variando por aeroporto e por companhia aérea.

O primeiro voo que pegamos foi pela Norwegian e estávamos um pouco receosas pelo tamanho da nossa bagagem. Nossa mala de mão estava dentro do tamanho pedido e também dentro do peso, mas nós estávamos levando mochilas bem cheias, contando como nossa "bolsa pessoal", e uma parte de nós estava contando que precisaríamos pagar essa taxa extra de quantidade de bagagem. Como comentamos, varia por aeroporto principalmente pelo fato de cada um funcionar de uma forma em relação a organização do check-in.
Estávamos no Berlim-Schönefeld para embarcar para Londres, e lá existe o check-in padrão de um voo internacional: mesmo que você já tenha feito o check-in online, você passa no guichê para retirar seu cartão de embarque e despachar a sua mala. Ainda na fila, víamos algumas pessoas com bagagens grandes e despachando-as sem pagar absolutamente nada. Quando chegou na nossa vez, a moça nos explicou que o despache da mala estava totalmente incluso na passagem, e que a própria companhia preferia despachar para o compartimento superior não ficar lotado. Respiramos aliviadas depois de prender a respiração por alguns instantes, que pareceram horas!

Mesmo assim, não ficamos tão tranquilas em relação a nossa quantidade de bagagem, pois o próximo voo que pegaríamos sairia de Stansted em Londres e iria para o aeroporto da Cracóvia, o John Paul II, operado pela Ryanair, a famosa companhia da temida estrutura de ferro, a qual nossa mala não cabia. Nós também já havíamos feito o check-in online e até agora não entendemos direito o que aconteceu dentro do aeroporto. Nossa primeira opção ao chegar foi procurar o guichê do check-in, onde a atendente não nos deu cartão de embarque e nos pediu para embarcamos. Quando estávamos indo para o portão (tentando achar, na verdade, porque tá pra existir aeroporto mais confuso que esse), vimos um espaço reservado para a Ryanair onde o check-in das malas estava sendo feito. Pensamos que precisávamos fazer o mesmo, mas fomos descobrir que na nossa passagem não precisaríamos despachar nossas malas (e nem pagar excesso de bagagem), pois o que carregávamos conosco estava dentro dos padrões. Nesse voo, embarcamos com nossa mala de mão junto conosco na cabine, guardando-a no compartimento superior (que era gigantesco, por sinal). Mais uma vez, tirando a falta de sinalização no aeroporto, voamos sem problema com a quantidade.

Já na Cracóvia, não tinha como ser mais simples. A experiência também era nova e estávamos prestes a embarcar para o Charles de Gaule, em Paris, pela easyJet, a mais popular das companhias. Como o aeroporto é pequeno, não tivemos nenhum problema com identificação. Não seria necessário também cartão de embarque e após passar pela segurança, era só esperar o horário para entrar no avião. Na fila para embarcar, uma das funcionárias da easyJet passava na fila conferindo a quantidade de bagagem de cada um, dando uma tag para as pessoas que estavam com mala de mão (como a gente) para despachar a mala gratuitamente, novamente para liberar espaço dentro do avião. Sem mais complicações, embarcamos com tranquilidade.

No último voo que pegaríamos, de Paris-Orly de volta a Berlim-Schönefeld, e também operado pela easyJet, estávamos um pouco mais tranquilas, mas ainda apreensivas quando começamos a comparar a quantidade de bagagem das pessoas e a nossa. Agora, no final da viagem, nossas mochilas estavam super lotadas. Continuamos seguindo de acordo com nossa experiência no aeroporto da Cracóvia e, já na fila para embarcar, uma das funcionárias da easyJet, falando em francês, deixou a entender que poderíamos entrar somente com uma mala. Ou seja, precisaríamos colocar tudo o que tínhamos dentro da nossa mochila dentro da mala de mão, o que era impossível. Como não falamos francês, ao perguntar em inglês se era exatamente isso, recebemos uma resposta torta, dizendo que se não tivéssemos somente uma mala, iríamos precisar pagar 60 euros pelo excesso de bagagem, ou não embarcávamos.
Tudo isso só foi possível entender depois de muito perguntar e de se esforçar para tentar compreender o que os funcionários diziam, pois eles não estavam com muita vontade de tentar ajudar. Tentamos dar o nosso jeitinho brasileiro e embarcar com nossa bagagem do jeito que estávamos, mas fomos paradas antes de entrar no avião.
Nossas opções eram bem simples: ou colocávamos tudo dentro de uma só mala, ou pagávamos 60 euros, ou não embarcávamos. E naquele momento, tudo o que a gente mais queria era voltar para Berlim. A Dri conseguiu colocar tudo dentro da sua mala de mão, que possuía extensor, mas agora a justificativa deles era de que a mala estava muito grande. Com descaso, eles a encaminharam para a mesma estrutura de metal e apontaram, pedindo para ela colocar a mala lá dentro. Dizendo que obviamente não cabia, a funcionária respondeu "então será preciso pagar", sem cerimônias. Eu, Isa, já tinha desistido, pois a estrutura da minha mala era dura e não cabia mais nada dentro, e havia informado que pagaria a taxa extra. Foi então que eles passaram a nos tratar com educação. Aproveitando a atenção que recebi assim que mostrei meu cartão de crédito, perguntei se havia alguma diferença entre as passagens, porque havia vindo da Cracóvia para Paris com a mesma companhia, sem nenhum problema com a mala. Em um perfeito inglês, ela desconversou, dizendo que não sabia de nada, que era para ser tudo igual. Depois de todo esse nervoso, voltamos pra nossa cidade preferida.

Contamos o relato de cada caso para vocês perceberem que não existe muitas regras quanto a quantidade de bagagem. O que aprendemos de tudo isso foi que menos é definitivamente mais, e para se garantir, viaje com o mínimo de bagagem possível, principalmente pelo fato do valor a ser pago por excesso ser bem caro. Pesquise bastante antes de comprar a passagem. E quanto a estrutura dos aviões, os da Norwegian e da Ryanair são incríveis. Os da easyJet que pegamos eram bem mais velhos e mais desconfortáveis.

Caso tenha alguma dúvida sobre esse tipo de voo e queira conversar com a gente, entre em contato no nosso e-mail que vamos ajudar como pudermos.

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